Foi assim que tudo começou... há mais ou menos 2,5 anos...
o nosso forninho (ou apertamento)
uma geladeira, uma mesa desmontável e dois banquinhos de plástico...



Pensei várias vezes no que escrever esse ano. Pensei, inclusive, em nada escrever. A gente se acomoda a tudo. Às coisas boas e às coisas ruins. Não é que eu não tenha o que agradecer ou mesmo refletir – sempre temos o que agradecer, principalmente pelos obstáculos que existiram... são eles que nos fazem crescer como pessoas.
O fato é que não estava me sentido muito natalino esse ano. Recebi um “Feliz Natal” há alguns dias que fez com que eu me lembrasse “é quase Natal”. O primeiro longe da família de Fortaleza, sem minha avó... o primeiro no Crato. Talvez por isso tenha evitado escrever. Não é fácil admitir o tempo segue seu rumo sem nos pedir licença. Quer estejamos tristes, felizes ou apáticos... o ano acaba.
Conquistas? Hah! Várias que nem seria justo mencionar, todas foram igualmente importantes. Derrotas? Nenhuma. Não existe “derrotas” quando se vive, mas sim “quedas”. Contudo, devemos guardar a maior lição que aprendemos com cada queda: APREDEMOS A NOS LEVANTAR!!!
Claro que, às vezes nos levantamos sozinhos, às vezes há uma mão amiga estendida... e, é fato, cada mão é uma mão diferente.
Cada dia eu fico mais convencido que Deus tem posto em meu caminho os mais diferentes tipos de pessoas para que eu possa crescer com elas e crescer ao lado delas. Claro, nem sempre são pessoas fáceis de lidar, mas é como diz a frase: “triste do espinho se não tivesse a rosa”. Triste de nós se não tivéssemos pedras no meio da estrada, como iríamos construir nossos degraus sem essas pedras? Tive amigos, conhecidos, colegas, vizinhos, alunos, orientandos, professores, familiares... todos que, nesse ano, contribuíram com algumas linhas, ainda que poucas, para a história da minha vida. Mesmo aqueles distantes estão presentes – não é a distância, mas os bons momentos que nos une.
Hoje me encontro em uma posição única. Tenho cada um de vocês e as lembranças que construímos são os meus maiores presentes. O mais importante: não perdi a fé no ser humano, apesar dele mesmo. Ainda acredito que é possível, graças a todos vocês.
Por isso, entre essas humildes linhas, a cada um quero dar um pedacinho de mim e o meu muito obrigado por tudo. Desejo, nesse fim de ciclo e início de um novo ciclo, que vocês recebam de volta tudo isso que me foi ofertado: Fé, Carinho... tudo... e assim tenham forças para sempre seguir em frente.
Edmar


